Da dissidência…

Filipe Faria

À medida que a situação em Portugal se vai agravando, mais as emoções tomam controlo em detrimento da lógica. Quem segue as opiniões em blogues, facebook  e imprensa, já percebeu que há genericamente 2 facções:

1)   A facção anti-austeridade/anti-troika/pró-default que é normalmente tomada por pessoas com pendor ideológico de esquerda, geralmente desinformadas em relação à situação política e que se querem livrar da austeridade pela via milagreira.

2)   A facção pró-manifesto da troika, a favor do pagamento integral da dívida pública e a favor de um corte radical na despesa do Estado para que ganhemos a confiança dos investidores e possamos “regressar” aos mercados (de endividamento). Esta posição é vista como de direita.

Agora que os protestos e manifestações anti-troika estão a aumentar e irão continuar a aumentar, a tendência é para a facção pró-troika não só reforçar a sua defesa como também para aceitar acriticamente a sua própria posição…

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Chega de brincar à democracia e às revoluções

ao Leme

Enquadramento

Um homem comunica ao seu filho que durante os próximos anos não lhe poderá dar a mesada e que terá de recorrer ao partir do seu mealheiro para equilibrar as contas de casa. O filho verbaliza, sem poupar calão, contra o acto e seu autor, revoltado com a injustiça de que é alvo. O pai não lhe disse que todos os ossos de ambos estão penhorados ao bando de agiotas que lhes emprestam o dinheiro necessário para garantir o pão, água e luz. O filho indigna-se. Porque não corta o pai nos vícios, das putas e vinho verde, em vez de lhe reduzir o seu poder de compra? Olha para a sua roupa de marca, consolas de jogos e outros gadjets da moda, oferecidos pelo seu pai em forma de compensação pela conduta menos própria. Terá de os vender para garantir liquidez? Voltar ao marasmo de antes, sem esses…

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Marcelo, spin doctor

Aventar

Hoje na TVI Marcelo procurou lançar umas quantas ideias na arena  mediática. Por um lado, usou e abusou do imaginário de médicos, doentes e curas para se referir à actual situação de crise que vivemos. Deve-lhe parecer que se a ideia da doença/cura pegar sempre é melhor do que a do pacto de agressão. Esperemos é que os médicos não sejam como aqueles que há tempos cegaram os doentes com remédio errado. E também repetiu que não podia dizer o que se passou no Conselho de Estado mas… que era só ler o comunicado que estava lá tudo. Como spin doctor já o vi em melhor forma. De tanto exercício de medicina, se calhar constipou-se.

 

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