Aventar

Milito no partido dos gatos desde pequenino. O cão, cão, segue o dono como seguiria o líder na matilha. Há o cão inventado pelo homem para ser assassino, o cão que pastoreia, o cão que guarda, o cão que morde pouco, mas o cão, cão, lambe sempre o dono.

O gato, animal de território pouco dado a bandos, conheceu a mãe, livrou-se dos irmãos, e tem domesticamente perante quem o alimenta o trato estritamente necessário para a sua sobrevivência. Sei segredos, gatos que salvam vidas, mas os meus defuntos não entram aqui.

Por via de uma família que mantinha um cão de matar entalado entre uma varanda e uma cozinha, assunto que naturalmente rebentou na morte de uma criança, anda por aí tanto latido que ensurdece. A esquerda divide-se, a direita devota de uma pomba estúpida, citando o sábio Caeiro, resfolega e puxa para a tourada, uma arca de noé…

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IRC – Reduzir ou Remodelar?

A proposta simultaneamente progressista e liberal…

ao Leme

Parece que agora vem aí a reestruturação do IRC. Depois de cortado o poder compra dos Portugueses e de criada uma legião de desempregados há que começar a fazer reparação de danos, é compreensível. Criar medidas que não só consigam captar novos investimentos e gerar novos empregos como também permitam às empresas sobreviver no cenário actual de baixos níveis de consumo.

Muito se fala sobre a influência e interesses das grandes empresas na definição de algumas das medidas recentes relacionadas com as leis laborais e que agora pretensamente apontam a mira para este dossier. É curioso olhar para o cenário nacional do tecido empresarial. Dele decorre que 99,9% das empresas em Portugal são PME. No entanto as grandes empresas empregam directamente 28% dos assalariados de Portugal e geram 45% do volume de negócio em Portugal.

Se tivermos em conta o número de PMEs ‘satélite’ que sobrevivem com os…

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