O Monstro da Tasmânia

ao Leme

O desígnio da nação é o Mar. Ouvimos este pregão aos nossos governantes ao longo de décadas, mas não vemos nada. Cegueira nossa. Muito tem sido feito desde o início do sec XIX. Sim, são planos para futuro! O que fizemos? Importámos o monstro da Tasmânia. Desde então reproduz-se livremente no nosso país. Não há limites ao crescimento do seu habitat. O monstro da Tasmânia é aromático e pastoso. Cresce muito rapidamente, chegando aos 50 metros de altura em poucos anos. É perfeito para a construção naval e, imagine-se, é 100% à prova de fogo. Ao contrário das inflamáveis espécies autóctones, esta espécie nunca arde. Característica incomum que salvaguarda e protege os nossos soldados da paz. O monstro da Tasmânia é conhecido entre nós por Eucalipto, Eucalyptus Globulus para os mais eruditos.

tazmania

Somos a nação europeia com maior percentagem de eucalipto na sua floresta, e somos o país europeu com…

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Sobre a degradação de um certo tipo de jornalismo

VAI E VEM

CMTV bárbara guimarãesEste tipo de “reportagens” não pode deixar de causar repulsa. Sobretudo, coloca a questão de saber o que é ser jornalista hoje.

Interpelar uma mãe em plena rua, perguntando-lhe se é verdade que o padrasto a tentou violar quando era criança, no momento em que ela acomoda os dois filhos menores na viatura para os levar à escola, não é jornalismo. Mesmo que a repórter em causa empunhe o microfone de um canal de televisão, possua (presume-se) carteira profissional e esteja inserida numa redacção de jornalistas. Mesmo que alguém na redacção lhe tenha encomendado aquela “reportagem” ninguém a podia obrigar a fazer aquela pergunta, em qualquer circunstância, muito menos a uma mãe na presença dos seus filhos menores. Mas se algum chefe a obrigou, ela só tinha de dizer “não”. E se ninguém a obrigou e a iniciativa foi sua, então espera-se que a repórter (será estagiária?) seja urgentemente sujeita a uma acção…

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Problemas na Lavandaria

Aventar

Eduardo dos Santos voltou a soltar os cães do pasquim de Angola sobre a nossa cúpula política. Não é que a escumalhada não mereça levar umas ferradelas das feras assanhadas de Luanda mas não deixa de ser hilariante ver o jornal oficial de um regime opressor a queixar-se de uma “agressão intolerável” por parte de um país cujo Ministro dos Negócios Estrangeiros violou o segredo de justiça e o princípio de separação de poderes para agradar o ditador e provar a nossa vassalagem aos kwanzas.

A corte de um dos últimos “Reis da Escócia” continua, assim, a chantagear os responsáveis políticos portugueses e a tentar pressionar o Ministério Público para arquivar os processos referentes a serviços de lavandaria prestados por entidades portuguesas a alguns “heróis” angolanos como o General Kopelipa, um senhor que faz uns negócios simpáticos aqui pelo rectângulo. Depois da ameaça do fim da “parceria estratégica” feita pelo…

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