C.E.P – 2013

ao Leme

A pedido da tripulação, estou de quarto à ponte. Prestes a entrar no novo ano reflicto sobre a rota percorrida ao longo dos últimos 12 meses. Verifico que a estabilidade é total! Prevalece o faz-de-conta. A Nau não tem estai nem mezena, deriva empurrada pela borrasca. Os arautos da verdade de outrora, são hoje os pantomineiros de serviço. Estão ao Leme com um desígnio: salvar o possível do status quo. Não são marinheiros, nem tão pouco líderes, são pastores. Conduzem o rebanho em círculos, para chegar a lado nenhum. Mas há propósito. Não podíamos, não queiramos ser os carrascos do Euro. Não fomos, nem seremos. Se morrer a culpa não será nossa. Cumprimos, sem cumprir, mas já não vivemos acima das possibilidades. Amem.

bye-bye-2013-and-welcome-2014-year[1]

milhoes1[1]Honra a quem contribuiu. Nenhum voluntário é certo, mas ninguém passou por Tancos. Talvez por isso não seja relatado nenhum milagre na recruta. Somos o C.E.P – o…

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God bless the Dollar

Aventar

dolar

Acabei de ler o seguinte num blog dedicado à propaganda liberal:

“[…] o dólar é um caso de sucesso. Reflexo disso é o facto de ser usada voluntariamente por cidadãos, empresas e países fora dos EUA. Estes escolhem usar o dólar para as suas transaçõees comerciais e contratos, não por serem coagidos a fazê-lo, mas por reconhecerem na moeda as qualidades necessárias para tal.”

O dólar, como qualquer moeda, é usado de forma voluntaria por quem dele faz uso. O facto dos Acordos de Bretton Woods terem obrigado cada subscritor a adoptar uma política monetária que mantivesse a taxa da câmbio da sua divisa dentro de um determinado valor indexado ao dólar nada tem a ver com esta tendência. Da mesma forma, a assinatura deste acordo, firmado na recta final da Segunda Guerra Mundial, com os europeus de calças na mão e os americanos a instalarem-se na cadeira do…

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Carta de Natal de Pedro Passos Coelho

ao Leme

Estamos praticamente no dia da consoada de Natal. Tendo em conta as circunstâncias até me sinto um pouco culpado por estar hoje de férias numa altura em que o país precisa de muito trabalho. Certamente que o nosso primeiro ministro nem tempo teve para escrever a cartinha ao Pai Natal, correndo sérios riscos de não ter prenda no sapatinho. À boleia do espírito de Natal decidi à última da hora escrever uma carta em seu nome e proporcionar-lhe, amanhã, uma inesperada surpresa.

Querido Pai Natal, para começar peço desculpa por tratar-te por esta má tradução do teu nome, Santa Claus, espero que compreendas, foi para não dar uma carga negativa ao teu nome, uma vez que nós portugueses consideramos que não há cláusulas santas no mundo. Nem as da constituição!

O meu nome é Pedro Passos Coelho, não te deixes enganar pelo apelido porque nada tenho a ver com o…

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