Quando o sonho comandava a vida

ao Leme

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Sondagens recentes dão números na ordem dos 40% à PàF e dos 30% ao PS, parece que os últimos 40 anos não foram suficientes para que os portugueses façam uma análise imparcial e objectiva às suas políticas. Como se o cenário actual não fosse um resultado directo delas. Como se esses governantes, coitadinhos, tivessem feito o melhor que se podia perante as condições existentes.

Apesar de tudo estas sondagens têm o seu quê de interesse.

  1. A abstenção é tratada exactamente pelo seu peso político, zero, e nem merece menção no estudo;
  2. Dão a entender que votar nos 2x principais candidatos é, apesar de tudo, o mais sensato empurrando os indecisos para o seguir da manada;
  3. Deixam no ar a ideia de que a decisão, sobre a quem vamos entregar a responsabilidade de governação nos próximos 4x anos, é uma coisa volátil, ao ponto de se alterar significativamente de dia…

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Refugiados: o Tuga explicou

ao Leme

Refugiados
Sobre a vaga de refugiados, tema central e quente que se arrasta há várias semanas há quem explique e não se faça entender, há quem tente explicar e não consiga, há quem já nem tente explicar e imponha, há quem insulte, há quem grite, há quem clame e declame, há quem se manifeste, há quem negue, há quem chore, há quem escreva, há quem fotografe, há quem tente informar, há quem desinforme, há ainda os que tentam dominar, há quem veio de trás e se tenha colocado à frente e haverá quem tenha encabeçado tudo isto e se vá deixando ficar para trás e talvez um dia venha dizer “não era para nada disto!”.

Mas houve quem falasse e dissesse muito. E para isso tinha que ser um português! E não, não foi o bom do Guterres, que esse a gente já sabe, desde os anos 90, que guerra e…

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A Game of Thrones

ao Leme

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Na terra onde “os verões duram décadas e os invernos uma vida inteira” a paz foi quebrada pela morte do monarca. A unidade de outrora deu lugar à crise da sucessão. A promiscuidade da Rainha de todos os herdeiros fez bastardos. O Trono de Ferro, símbolo dos ciclos viciosos, da alternância e da eterna impunidade sob arco da governabilidade é deste então disputado. Eis a síntese do enredo deste grande sucesso televisivo. Baseada na colecção de livros “As Crónicas de Gelo e Fogo”, a série televisiva reproduz com grande sofisticação a fantasia épica brotada da alucinada imaginação do escritor GRRM.

Como em todos os grandes sucessos, há preferidos e preteridos, há populares e odiados. De entre as mais de mil personagens, destaca-se Luís Tyrion Lannister, o pródigo comentador e estrela da opinião uníssona e bem explicada. Palpita sobre tudo: nomeações, resoluções, debates ou sondagens. Um autêntico hipermercado da opinião, linear de ficção…

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Solidariedade por Cotas

ao Leme

Quando a pedagogia do exemplo é fugaz, quando as portas se escancaram num dia, para logo se fecharem com estrondo compreendemos que a solidariedade é apenas uma palavra, uma arma para impor aos outros a própria vontade. É egoísmo.

Concordo e saúdo que cada estado membro possa determinar aquilo que lhe convém. É justo. É soberania. Só lamento que entre a nossa união, apenas um país preserve esse direito. Está errado? Não, errados estão todos os outros.

Por todo o lado se promove a tomada de posição, contra ou a favor. Contudo, a migração está em curso. Acontece, independentemente das opiniões! Qual a relevância de ser contra? Zero! O mesmo afirmo em relação ao entusiasmo em receber. Os factos ultrapassam constantemente este estéril debate. Tomar posição é simplesmente uma forma de alijar preocupação. Soluções?

A esmagadora maioria dos migrantes pretende rumar ao centro, à mais pujante economia europeia. Pudera. Perante tal preferência…

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Anti-Zombies #5: Armageddon Apolítico

ao Leme

Afinal que consequências práticas teria o ressuscitar de todos estes zombies inócuos?

Assumindo que os votos recuperados não seriam distribuídos pelos partidos da alternância ‘democrática’ dos últimos 40 anos, responsáveis pela maléfica proliferação de zombies, o mais provável cenário de final de votação seria o da incapacidade de formação de governo por parte de um único partido ou de uma coligação bi-partidária.

Só existiriam três cenários.

1) a conversação multi-partidária para a criação de um ‘governo de salvação nacional’ (finalmente a concretização do sonho do nosso PR);

2) a marcação de novas eleições, isto tendo em conta as vincadas incompatibilidades já manifestadas por vários dos líderes políticos com presença no nosso parlamento. Novo ciclo de eleições completamente diferente, com debates que reflectissem o novo peso político de cada partido, recentrados em linguagem simples e objectiva, verdade política, honestidade intelectual e realidade social, onde não existiriam quaisquer certezas quanto ao resultado final das…

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Anti-Zombies #4: diáspora

ao Leme

Uma das maiores falanges de zombies, engordada recentemente, é enganadora quanto ao seu verdadeiro peso e força, pois lá diz o ditado que longe da vista, longe do coração. Só que há muito sangue luso a pulsar no coração desta diáspora! Se não sucumbirem à ratoeira da transformação em zombie estes PORTUGUESES adquiriram o distanciamento necessário e contacto com outras culturas, sociedades e políticas que lhes permite ter uma avaliação diferente do nível de democracia, sociedade e governação em Portugal.

Muito útil seria a votação em massa destes Portugueses emigrantes, mesmo os que saiem com ideia de não voltar estão destinados à lusitana saudade, pelo que os destinos de Portugal, apesar de não os afectarem no imediato, farão o seu impacto no momento do retorno.

Existem mecanismos para o recenseamento e voto no estrangeiro, que no entanto devem ser exercidos com muita cautela! Isto porque por vezes o zombie…

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Anti-Zombies #3: estudantes, migrados, doentes e reclusos

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Há zombies com mais azar do que outros. Uns palmilham centenas de Km, só encontrando sustento muito longe do ponto de partida a que chamam de casa, outros estão debilitados fisicamente com dificuldades de locomoção, outros há que de tão mau comportamento em vida estão confinados a 4x paredes privados de liberdade.

Pois para cada um dos casos existe a fantástica possibilidade de voto antecipado e em alguns casos mesmo voto à distância. O que quer dizer que na prática, a distância ou condicionantes que impeçam a deslocação, apesar de obstáculos não são necessariamente bloqueadores do exercício de voto! Havendo vontade sempre é menos uma desculpa para se tornar mais um zombie inútil!

Também há aqueles que se desculpam pelo facto de estarem recenseados na freguesia onde cresceram, apesar de já viverem há décadas numa outra freguesia após saída de casa para vida indepente. A esses há que revelar que

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