Nau Taforeia

ao Leme

As últimas semanas têm sido pródigas em “factos” políticos: candidaturas, propostas macroeconómicas, coligações, relatório da comissão de inquérito, celebrações e discursos. De tudo um pouco. Haja abundância, haja diversidade, haja campanha. É certo que atenua o cinzentismo reinante. Embora animada, não alegra. Nem um pouco. Revela apenas que tipo de eleitorado somos. Ao conteúdo, alguns chamam eleitoralismo. Eu chamo-lhe palha. São fardos e fardos de palha!

palha

As campanhas eleitorais dizem-nos mais sobre nós próprios do que sobre quem se candidata. Tendemos a não pensar muito nisso. Talvez seja melhor assim. Preferimos palha e estamos no nosso direito. Os candidatos agem em conformidade, servem-na aos elegantes e dóceis puro-sangue Lusitano. Bem sei que a abstenção tem subido a cada votação, mas tal mais não é que a medida do sucesso dos candidatos – Quantos menos votarem, melhor, mais fácil se torna a manobra.

Será que o navio aguenta? Sim, que remédio, mas verdade…

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